Como mofo, você se alastrou no meu peito.
Me fez acreditar em coincidencias, destino.
Mas voce sumiu, como num rastilho de pólvora.
E, agora, meu único amigo, o travesseiro, ouve meus lamentos sobre sua partida repentina.
Eu sei que voce ainda está por aí, rindo.
Rindo da minha cara, da minha esperança.
Do sentimento que eu estava criando por você, para você.
Com uma mera loira oxigenada.
Desculpas são muito fáceis de inventar, eu sei disso.
Eu faço isso.
Faço para esconder qualquer coisa a mais que eu comece a sentir por você.
Faço porque tenho que ser forte.
Voce me tirou do meu ostracismo.
Por quê?
Pra pisotear em todos os planos que eu tracei?
Rasgar qualquer coisa que eu sentia por você?
Melhor seria me deixar lá.
Quietinha.
Num dos outros "pseudo-apaixonar" não correspondidos.
Mas, voce conseguiu.
Correspondeu um outro amor de verão enganado.
Que pior, se criou em mim como mofo, que não consigo tirar.
Que de repente me trouxe a luz.
E que me fez voltar ao fundo, de novo.
Entre tragadas e bebidas, tento levar.
Mas é cada vez mais difícil te tirar da minha cabeça.
Joãos e Marias em direção à Bruxa Má do Oeste num país das Maravilhas perdido.
Mofo.
Mofo.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
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3 comentários:
Nossa! Se é sobre o q eu pensei ao ler esse poema, eis o verso (ou melhor, a PALAVRA!!!) q me deixou trankuilo d q nao haverá traumas mais sérios.
"Num outro pseudo-apaixonar não correspondido."
pseudo-adeus!
É complicado né...pra nao dizer chato! Uma pena o que aconteceu, mas parece que o "ar" do carnaval causa isso nas pessoas!
Tirando as tragadas, estou aí pra te apoiar!
bjs
mandou benzão no poema!! parabéns!!
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