Às vezes eu não consigo acreditar em mim mesma, mas, especialmente hoje, eu estou feliz.
Feliz por uma música, por voltar pra casa andando sozinha da Tijuca até minha casa cantarolando e dançando feito doida às 7 da manhã...
Nem senti o tempo passar, me deu uma vontade incrível de cantar e dançar sem me importar com o que os outros estavam pensando (ou indo para o outro lado da calçada, achando que eu era louca).
Mas esse foi o ponto crucial, por um instante, na minha vida pífia e vazia, eu REALMENTE não me importei com o que os outros pensavam de mim, não quis saber de julgamentos prévios ou em querer agradar à alguém ou sucumbir à decisão do outro, anulando a minha, só para que eu a tivesse por perto.
O engraçado é que horas antes eu estava indo para o Shopping jantar, antes de ir para a boate, com uma blusa super decotada, e quem eu encontro na porta do lugar?
O meu coordenador da GERH (Gerencia de Recursos Humanos), onde eu trabalho!
Nunca fiquei tão envergonhada. Dei um singelo boa-noite, enquanto ele me via naquela blusa semi-nua, meio espantado de ser a mesma menina séria do trabalho.
A verdade é que o motivo da minha felicidade não poderia ser mais contraditório.
Não vou falar nomes, mas porque a Internet é uma bitch, pois todos da cadeia de blogs sabem, e muito bem, de quem vou falar agora.
A minha felicidade se deveu à uma atmosfera tóxica que revelou uma situação um tanto constrangedora desde uma certa choppada, esta em que fiquei com um dos meus melhores amigos, e desde então tem sido um jogo de pique-esconde e telefone sem fio.
Me declarei pra ele várias vezes e nunca obtive resposta, não a que eu queria, pelo menos. Essa paixonite aguda me fez sofrer várias vezes, na maioria em silencio porque não quis estragar a amizade.
No meio do disse-me-disse, de: "Ele gosta de você.", "Ele sente ciúmes.", "Vocês vão ficar juntos.", eu acabei me perdendo na opnião dos outros, e, como boba apaixonada que eu sempre fui, caí no limbo dos "Amores não-correspondidos".
Mas, ontem, justamente no meio dessa atmosfera tóxica e alternativa, acabei me encontrando numa situação inusitada (já que saímos em 4, ou seja, dois casais), eu fui o catalizador de uma reação explosiva de, sim, de ciúmes (você, no fundo sabe que foi) de um dos lados + uma vingancinha para encher o ego, e o troco.
Depois de dar um soco na parede, literalmente, eu me vi na situação mais estpafúrdia em que eu poderia chegar.. e simplesmente ri da minha burrice e da mão dolorida também...
Sou uma mulher muito complicada, apesar de eu tentar ao máximo simplificar tudo, mas que disse que seria fácil?
Se jogar de cabeça é muito fácil, aguentar as consequencias é que não é.
Só sei que estou extremamente feliz, como nunca havia estado antes, porque essa atmosfera tóxica dissipou outra, radioativa, e me vejo sozinha, afinal, eu nasci sozinha, não é mesmo?
Pode parecer meio feminista, mas, fico feliz de não depender de homem nenhum pra me sentir plena (a não ser os cantores que me alegram todos os dias nas rádios).
E quando eu tiver alguma dúvida se eu realmente posso ser feliz sozinha, eu tenho esta carta aberta para ler e, finalmente sorrir.
domingo, 25 de maio de 2008
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