terça-feira, 30 de outubro de 2007

Mesclado


Uma coisa me passou pela cabeça essa semana, já que eu pego o ônibus que passa por todo o subúrbio (sabe, aquela parte esquecida do Rio de Janeiro, que nenhum playboy da PUC se atreveria a ir?) - Jacaré, Benfica, Mangueira, e por que não? Engenho Novo.

Imagine a seguinte situação: você está andando pela rua e de repente um homem sem camisa, de boné, chinelo vem em sua direção. O que você faz? Atravessa a rua.
Certo?

Depende, (e não digam que não é mentira minha) se ele for negro, sim, você atravessa a rua; mas se for aquele branco, loiro de olhos azuis (não importa se ele for te assaltar), é bem provável que não atravesse.

Dizem que o Brasil é o país que tem a maior miscigenação, um povo hospitaleiro, mas este foi o país que mais recebeu escravos na época colonial, e é assim que eles são tratados até hoje, como marginais; mas não como seres inferiores (que os de "sangue azul" podiam pisar), mas sendo perigosos, que a qualquer momento pode puxar uma arma e atirar por causa de um relógio ou um carro.

Isso me lembrou uma situação de aconteceu quando eu era bebê.
Minha mãe é mulata, então quando ela ia me levar para passear, as pessoas perguntavam onde estava a mãe daquele lindo bebê branco-transparente à ela, ou chegaram a tratar a minha mãe como uma empregada, impedindo ela de entrar em um supermercado comigo.

Realmente é isso que é o "povo hospitaleiro"?? Hospitaleiro não consigo mesmo, mas com os outros. Ao invés de melhorar o ensino de base, é mais rápido (e mais barato) colocar cotas por cor, gerando esse "Apartheid debaixo dos panos"

Se algum dia quiser me visitar ou pegar o mesmo ônibus que eu, terei o maior prazer de ser sua guia, mas ao pegar o 476, é bem provável que você encontre aquele moleque de rua que fez com que você atravessasse a rua ao vê-lo.

P.S.: ao pesquisar a imagem no Google, adivinhem as imagens que achei?
Meninos de rua negros.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Esgotado

De acordo com o tempo que tenho agora, a única coisa que posso escrever é:
Até o Natal (ou não, né?)