domingo, 22 de julho de 2007

Pensamentos

Para animar a galera...rsrsrs aqui vai um poeminha...

Pensamentos

Tic tac, bate o relógio ao meu lado,
No momento em que minha mente foge ao meu controle.
Penso em você.
Nada especial, apenas penso.
Essa dúvida que me mata,
O que sou eu sem você, o que é você sem mim?
Não consigo dormir, cabeça cheia.
De pensamentos sobre nós, só me restam incertezas.
O que sinto por você, o que você sente por mim?
Minha armadura já lustrada pra batalha que vem a seguir.
Não quero vencer, não quero que você vença.
Quero que ambos percamos, percamos essa barreira entra nós.
Que ao final possamos nos consolar,
Um ombro amigo pra chorar.
Pensamentos, cacheados sobre minha cama.
Uma teia de ilusões mal-compreendidas.
Tarde da noite, o relógio bate.
Mais uma noite mal-dormida por sua causa.

Re Carvalhosa (17/7/2007)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mulheres

Hoje saí com meu amigos para mais uma rodada de conversa e bebidas.
Com certeza falei muito, mas uma coisa me chamou atenção em um dos conselhos.
Será que realmente nós, mulheres, temos que demonstrar que temos a pessoa na palma da mão para estarmos com ela?
Será que temos que fazer de tudo para demonstrarmos ser bem-sucedidos (em todos os aspectos) para chamarmos a atenção de quem nós queremos por perto?
Devo dizer que isso me fez pensar, sempre fui a melhor amiga dos garotos, quase sempre sendo confundida com um deles, e devo dizer, que isso me fez bem; nunca me senti descolada e sempre me senti próxima deles para qualquer assunto, desde futebol até mulheres.
Mas sempre eles preferiram as mais femininas, as que não estavam entrosadas com eles para serem amigas de qualquer conversa, as frágeis, as que realmente são interessantes de se olhar, ou como dizemos na linguagem masculina, as gostosas.

A minha maior dádiva, também se tornou a minha maior maldição; como se aproximar de um homem como uma mulher, se você sequer é vista como uma?
Como dizer q gosta de um amigo, se é com você que ele fala de outras mulheres?

A maior pergunta delas: Se você agiu como um deles, como se diferenciar deles?

Infelizmente não há uma resposta pronta, como uma receita de bolo; durante todo o tempo, não vou dizer que não gostei, eu adorei sentir parte de um grupo, mesmo que seja o tido como errado, mas isso me causou muitos problemas para me relacionar com alguém, com qualquer um.

Apesar do tido parâmetro de beleza que tenho hoje, que é passível por qualquer cara, ao se conversar comigo, é necessário um pouco menos de atenção para perceber que não sou muito diferente de qualquer garota, mas, ao mesmo tempo, ser o extremo delas.

Posso intimidar, e simultâneamente, encantar; mas como ser frágil, como qualquer cara espera de uma mulher e ao mesmo tempo ser forte para não depender dele, como ele espera que isso aconteça?

A única coisa que posso ter certeza é que não importa como eu seja, não vale a pena mudar algo que eu goste para ser o que os outros esperam que eu seja; se eu intimido, que seja, se eu impressiono, que seja, não importa nada a não ser que EU goste, se eu mudar, vai ser por mim, se eu me exponho, por mais que isso me incomode, decidi não mudar minha maneira de ser, mesmo que no mesmo dia em que eu narre uma partida de futebol, eu apareça de vestido, misteriosa em qualquer lugar desse Rio, porque simplesmente, essa sou eu.


Chega de máscara e carimbos.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Pais e Filhos

Dizem que a adolescencia é a pior fase para os pais, pois eles deixam de ser os participantes ativos para serem apenas espectadores.
Mas e quando eles não percebem essa transição e continuam na insistencia de aparecerem, como "Roberts" da vida?
Como alertá-los que não precisamos mais de tantos conselhos, pois já os ouvimos todos?
Como dizer que não queremos que eles nos vigiem porque lembramos de todas as defesas que nos ensinaram?
Como excluí-los de parte da nossa vida sem fazer com que eles se sintam inúteis, pois é o que acontece ao entrarmos na mesma etapa que eles, a vida adulta?

Não tenho as respostas para todas essas perguntas que todo adolescente pré-adulto acaba passando, principalmente, porque de um jeito ou de outro, precisamos deles ainda, mesmo que possamos andar com nossos próprios pés, eles não precisam mais nos dar a mão para nos guiar, mas sim andar lado a lado, nos acompanhar.

É realmente necessário que uma coisa drástica aconteça para que eles tenham que perceber isso?

Infelizmente na minha vida, sim.