Engraçado como uma situação, aos olhos de outro, totalmente banal conseguiu me desmoronar e retomar meu pensamento suicida de tempos atrás.
Minha mãe me contou ontem à noite, a morte de um menino da rua onde moro:
- Renata, sabe quem morreu?
- Quem?
- O Biel.
- ?
- Um russinho (caucasiano), de cabelo preto.
- ...Ah! (surpresa de lembrar da pessoa)...Anh..?(susto)..caraca...(tristeza)
Como puderam perceber, eu nem conhecia o menino direito, então, como algo que não é nada que me afete diretamente pôde me desmoronar?
Então veio o resto da conversa.
- Como?
- Acidente de moto, tava sem capacete
- Ahh...
- Ele tinha 17 ANOS, nem bebeu nada, brincou, não quis levar ninguém na garupa...
Essa frase específica do final me assustou. Como assim??? 17 ANOS?????? Eu o vi não tem nem 3 dias...
Ainda me surpreendo com notícias de mortes de pessoas jovens, pra mim, ainda não é algo natural..
Há muito tempo eu tenho curiosidade em saber como é morrer, o que realmente acontece quando você "vai embora". E, hoje me lembrei muito disso, com um pouco de curiosidade mórbida, mas também com uma ponta de tristeza com os familiares que ficaram com a dor de perder sonhos, esperanças e planos não concluídos personificados em uma alma cheia de energia.
Presto aqui minha homenagem póstuma à mais um trabalhador, mais um cidadão que foi-se precocemente.
Vá com Deus, Biel.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
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3 comentários:
É triste... mas pra mim, é "natural" mesmo que uns se vão antes que outros... Mas também penso como vc.. me parece meio absurda a idéia de se morrer jovem, principalmente se vc pensar em próximos ou até mesmo em vc..todo mundo acha que vai ter lá seus 80 ou 90 anos completinhos e bem vividos. Pelo menos é melhor não saber quando vai acontecer, já que isso causaria uma baita angustia.
Tenho medo da "cripta", é foda ter que se sujeitar a esse fim. Mas o que podemos fazer?
Vá com Deus Biel.
É chato pensar que nunca mais vamos ver alguém ente querido... ainda mais morrer jovem, cheio de vida e de uma forma estúpida.
Isso nos faz entender que não ditamos nada nesse mundo, somos passageiros da vida...
o que as pessoas que conviveram com ele mais se lembrarão, re, é o que ele era e fez de bom pra si e, principalmente, pros outros.
No final, tudo o que importa é o que você fêz.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM823551-7823-A+ULTIMA+AULA+DO+PROFESSOR+RANDY+PAUSCH,00.html
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