Hoje saí com meu amigos para mais uma rodada de conversa e bebidas.
Com certeza falei muito, mas uma coisa me chamou atenção em um dos conselhos.
Será que realmente nós, mulheres, temos que demonstrar que temos a pessoa na palma da mão para estarmos com ela?
Será que temos que fazer de tudo para demonstrarmos ser bem-sucedidos (em todos os aspectos) para chamarmos a atenção de quem nós queremos por perto?
Devo dizer que isso me fez pensar, sempre fui a melhor amiga dos garotos, quase sempre sendo confundida com um deles, e devo dizer, que isso me fez bem; nunca me senti descolada e sempre me senti próxima deles para qualquer assunto, desde futebol até mulheres.
Mas sempre eles preferiram as mais femininas, as que não estavam entrosadas com eles para serem amigas de qualquer conversa, as frágeis, as que realmente são interessantes de se olhar, ou como dizemos na linguagem masculina, as gostosas.
A minha maior dádiva, também se tornou a minha maior maldição; como se aproximar de um homem como uma mulher, se você sequer é vista como uma?
Como dizer q gosta de um amigo, se é com você que ele fala de outras mulheres?
A maior pergunta delas: Se você agiu como um deles, como se diferenciar deles?
Infelizmente não há uma resposta pronta, como uma receita de bolo; durante todo o tempo, não vou dizer que não gostei, eu adorei sentir parte de um grupo, mesmo que seja o tido como errado, mas isso me causou muitos problemas para me relacionar com alguém, com qualquer um.
Apesar do tido parâmetro de beleza que tenho hoje, que é passível por qualquer cara, ao se conversar comigo, é necessário um pouco menos de atenção para perceber que não sou muito diferente de qualquer garota, mas, ao mesmo tempo, ser o extremo delas.
Posso intimidar, e simultâneamente, encantar; mas como ser frágil, como qualquer cara espera de uma mulher e ao mesmo tempo ser forte para não depender dele, como ele espera que isso aconteça?
A única coisa que posso ter certeza é que não importa como eu seja, não vale a pena mudar algo que eu goste para ser o que os outros esperam que eu seja; se eu intimido, que seja, se eu impressiono, que seja, não importa nada a não ser que EU goste, se eu mudar, vai ser por mim, se eu me exponho, por mais que isso me incomode, decidi não mudar minha maneira de ser, mesmo que no mesmo dia em que eu narre uma partida de futebol, eu apareça de vestido, misteriosa em qualquer lugar desse Rio, porque simplesmente, essa sou eu.
Chega de máscara e carimbos.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
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Um comentário:
E eis que surge, ali está, uma descarga.
O assunto tratado no post é um tanto complicado, exige muita conversa e é um bate-papo constante, a chamada "guerra dos sexos".
Pra minimizar minha escritura(por pura vagabundagem), quero destacar 2 pontos que achei interessantes no texto:
1) Logo no ínicio, vem uma parte que diz "Será que realmente nós, mulheres, temos que demonstrar que temos a pessoa na palma da mão para estarmos com ela?".
Bem, o que dizer sobre isso? Bem simples: para os homens(ou pelo menos a maioria), nao eh bem assim! Sem querer generalizar, mas o homem nao quer se sentir dominado por alguem(na palma da mao). Claro que acredito que a mulher tambem sinta isso. O problema eh q os homens possuem esse principio da iniciativa. Nos temos q ser o estopim da bomba.
Mais tarde, no texto, tem uma parte a respeito das `gostosas`, que nem sempre precisam ser gostosas, mas frageis para que um homem se sinta mais a vontade... exatamente por causa do q eu disse anteriormente. Eh uma questao de principio e ate logica...uma relacao em que um lado seja o possessivo, dominador, tende ao fracasso..
2) Concordo: muitas vezes as pessoas colocam mascaras para se incluirem... e isso pode ser negativo por um lado, pois omite quem elas realmente sao, mas por outro... agente precisa aprender a se adaptar para diferentes situacoes!
Por fim, soh posso te aconselhar que busque observar os dois lados da moeda: se vc gosta de ser de tal jeito, procure observar outros. Claro, nao limite-se às tais gostosas que, se forem algumas pessoas q imagino, nao servem como parâmetro.
É como dizem por aí... não deveriam existir exemplos ou padrões, e sim liberdade. Mas o que seria então essa "liberdade", senão um isolamento? Eh pra isso que servem os idolos, verdadeiras bussolas.
Amem
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